31:Maio:2009 por blogberona

me destraí demais.
deixei toda a semana se resumir na preguiça do teu segundo sorriso… te desejei boa tarde por preguiça de tentar te pintar um mês inteiro. fiquei com as tintas na mão, o peso do que não ficou pra trás me mostrava um novo caminho, mesmo sabendo que numa outra chance, faria tudo exatamente igual. paralisia de uma boa companheira. me destraí demais e não te acompanhei. teu olhar já estava lá na esquina, depois das compras de terça-feira, e minhas cores perdendo tom. do que sobrou no dia, eram poesias em preto e branco.eu me destraí demais.e te fiz por outros dias na tonalidade mais leve que insisti em carregar, mesmo sem ter aonde pintar.teu brilho, teu contraste, tua beleza quase pude imitar.mas teu semblante único em alto relevo de pura sintonia, este eu não pude nem imaginar…
eu me destraí demais…
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28:Maio:2009 por blogberona
o minuto passado inventou a sombra deste final de semana.
simples, educado e sonhador, projetou neste semblante
histórico pós barba uma sequência de passos em estrada
tranquila, conhecida e sem tumulto.

[foto por: CameraOne]
começou o novo trecho deste mês, antes a loucura de histórias
bem escritas mas preguiçosamente vividas, agora a prontidão
pra deixar a face na frente, ventania pós ventania, para ouvir
na hora exata a melodia e ter a realidade na cor dos sonhos
pintados no moleton quente deste inverno, a pura euforia de
sexta-feira vivendo uma quarta… uma parte da quarta.
agente acorda, brilha, abre os olhos e descobre uma parte do
que faltava, completando o espaço deixado de lado antes, por
desigualdade satisfatória por saber que simples somos mais
atropelados por estes intantes inexplicáveis de bem estar.
é puro momento de fumaça de incenso, de ocupar os lados, os
minutos que estão chegando, o sorriso da alma, instrumento de
paz interior esquentando a palma da mão.
o instante se prolonga, se multiplica por toda a existência.
a vida explicada por um piscar de olhos, entendida no minuto
que deixou no pensamento a temperatura que todo o resto dos
dias pretendiam ter. acordar dentro de si mesmo, no pulmão o
ar, no coração o sangue e na mente o controle de uma identidade.
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26:Maio:2009 por blogberona
a imaginação de um futuro é livre….
é amiga do drum´nd bass alto nos falantes
é do jeito que melhor se encaixar na mente…
(just fit…. just fit)
e fica…. assim, confortável sob um gole de long neck,
preguiçosa sobre o fim da segunda-feira

desenhando sua presença cheia de defeitos por perto
dos defeitos amarelos, trazendo as tonalidades que faltavam por aqui….
defeitos da sombra de um quase sorriso
da amizade que teriamos aos domingos
aceitando a paz e o respeito de um clássico interstadual
de um lado o preto o branco e o vermelho
e do outro, a harmonia do azul o branco e o preto….
defeitos de hollywood, defeitos viciantes….
eu sou o lado de cá, no nada que depois de 8 minutos nem defeito mais é….
mas num instante, a revolução da minha cara,
a verdade estampada
numa palavra meio que assim…. defeituosamente desarrumada….
prazer!
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3:Maio:2009 por blogberona
observar a vida
a faixa dupla, a democracia, o tapa na cara da traição.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu me alimento, escovos os dentes, torno meu dia um mistério
e banalizo a banalização.
e depois escovos os dentes como uma nova lição.
admirar a vida
a poeira da febre, a energia na luz, o medo da contra-mão.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu teço planos, tiro um cochilo, mato as aulas
e ensino a educação.
e depois tiro um cochilo com outra emoção.
questionar a vida
o ventre da mãe, a pizza fria, o pulsar do ritmo do coração.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu fotográfo o passado, acordo com sede, navego na internet
e despoluo a poluição.
e depois acordo com sede, de indignação.
viver a vida
a dor da pele, o sabor do amor, a loucura da confusão.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu tenho filhos, esqueço os endereços, corto a grama do jardim
e emociono a emoção.
e me encontro em outros endereços, na imaginação.
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10:Fevereiro:2009 por blogberona
o espaço por perto é amigo,
é amparo,
como um trago de cigarro para o viciado.
eu me coloco bem,
fico legalizado (centralizado?),
como moleque sentado no balanço da praça,
dono de toda a graça…
onde o mundo gira na velocidade do pensamento,
sem importar com o momento,
e deixa o vento me levar…
eu deixo meu instante ir…
vagando, entre lances e sobrelances,
se encantando com um único lual…
e nesta, meu passado sobrevive,
se encanta,
se reencontra com o próprio nascimento
e se descobre sem censura, no berço
de um novo amor
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