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a sombra se desfarça, se faz de falsa, e se casa. Se pausa na estrada, como único destino. Eu paro. Eu espero. Eu digo nada… e do silêncio, brota a caminhada. Um… dois… sete… concorrencias de passos por espaços. Eu estou. Estar. Basta? Respiro. E encaro o nada de um silêncio. Se o fim de tudo fosse agora tu teria a coragem de dizer o que estava pensando pra tatuar em tua lapide? Pra gritar do alto do morro, do meio da rua, teria a coragem? A vontade? Teria? E porque o medo de se “esquecer” no próximo final de semana por uma “falsa” propaganda? Se fosse natural, não teria um nome forte por perto nem por igual… seria banal.

a sexta-feira mágica, lar dos melhores pensamentos desta preguiçosa mente, começa num instante qualquer da eternidade para materializar um pedaço de uma saudade. a confusão da beleza de não ter certeza do próximo instante me anima, me equilibra, me faz ser ainda mais amigo da minha própria alma, professora alma. do nada o tudo para. respiro. sobrevivo. a energia que alimenta minha mente vem de um passado vivo em meus sonhos de um futuro melhor. estou em calma, estou em pausa, pelo menos até o próximo encanto de teu olhar esbarrar na fragilidade do meu muro de berlim, assim, quieto dentro de mim.

…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.

…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.

…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.

sucesso e louCURA

A busca pelo sucesso pode ser seu atestado de loucura. A cura para este vício venenoso pode ser o próprio veneno. O próprio sucesso. Se por acaso se sentir em paz com a verdade que se encaixa em seu bolso,  a loucura vai ser consumida pelo próprio bem estar ao redor. O grande amor de sua vida não vai ser o sucesso de um passado esquecido mas sim o presente de um pouco a pouco bem vivido.

consUMo e emoção

Um para algêm pode ser todo o amor que se têm. Deixe tua emoção consumir pedaços insanos de seus dias e conheça o outro ser que brota aos poucos dentro de você. Desfrute da beleza de seus sonhos e realize um pedaço desta boa ilusão no tom de teu coração. Deixe o novo aparecer. Deixa a emoção sobreviver. E consume todos os momentos bons que puder prever.

interativIDADE e avanço

A pegada que você acabou de deixar neste caminhar é a certeza de que nada neste mundo fica sempre no mesmo lugar. Teu passado era uns centímetros pra trás. Teu futuro, talvez alguns outros mais. Mas teu presente é o calçado sob a pegada que interage com o seu mundo com a sua verdade: as lições de sua idade.

…em breve a série continua.

Dias distantes…

Na preguiça de minha saudade, te confundo em certezas de minha vida. Te deixo ausente destes quase trezentos quilometros de distância. O som que ouço é interrompido pela tua respiração, o incenso fraco do quarto some e sinto parte de teu perfume. Te dobro nas páginas do meu cotidiano para no meio da madrugada fazer de cada papel um pedaço do meu sonho. Te pauso. Te sinto. Te desacredito de momentos inimagináveis. O passar do tempo é guiado pelos passos que te caminho ao redor. O ontem, o amanhã, ficam presos no que te faço presentear.

como?

A razão dos dias distantes?

Nem consigo imaginar…

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