o minuto passado inventou a sombra deste final de semana.
simples, educado e sonhador, projetou neste semblante
histórico pós barba uma sequência de passos em estrada
tranquila, conhecida e sem tumulto.

começou o novo trecho deste mês, antes a loucura de histórias
bem escritas mas preguiçosamente vividas, agora a prontidão
pra deixar a face na frente, ventania pós ventania, para ouvir
na hora exata a melodia e ter a realidade na cor dos sonhos
pintados no moleton quente deste inverno, a pura euforia de
sexta-feira vivendo uma quarta… uma parte da quarta.
agente acorda, brilha, abre os olhos e descobre uma parte do
que faltava, completando o espaço deixado de lado antes, por
desigualdade satisfatória por saber que simples somos mais
atropelados por estes intantes inexplicáveis de bem estar.
é puro momento de fumaça de incenso, de ocupar os lados, os
minutos que estão chegando, o sorriso da alma, instrumento de
paz interior esquentando a palma da mão.
o instante se prolonga, se multiplica por toda a existência.
a vida explicada por um piscar de olhos, entendida no minuto
que deixou no pensamento a temperatura que todo o resto dos
dias pretendiam ter. acordar dentro de si mesmo, no pulmão o
ar, no coração o sangue e na mente o controle de uma identidade.