…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.
…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.
…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.