Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘um pouco do que pensamos’ Category

Os ponteiros dos relógios deram voltas e voltas no meu olhar, centrifugando um pouco dos meus sonhos para misturar com a realidade. Cores novas, calafrios, montanhas de planos, fotografias, cafeína, preguiça e outros pedaços do meu universo experimentaram uns instantes de astral inédito, como que se esta terça-feira fosse o único dia que eu teria para tentar finalmente me entender.

Foi quando que, no meu quarto quadrado, um silêncio maior que todo o meu passado parou diante de mim. Um silêncio que meus olhos podiam ver, meus dedos tocar, minha respiração espirrar mas meus ouvidos não conseguiriam entender. Não era tão nitido como um cartão postal mas carregava uma imagem que combinaria com qualquer mensagem postada de saudade. Não era sutil como a pele de um anjo que ainda não cumpriu sua missão mas tinha um doce que nem todo o passar dos acordos e guerras conseguiria corroer. Fez pedaços de todo o meu universo encaixarem como imã e deixou uma mensagem única diante de mim, não muito simples, não muito complicada, não muito colorida e nem em poucos tons. A inspiração dos meus próximos passos em sintonia com um pulso que eu ainda não posso esbarrar mas posso sentir que está em breve chegando para fazer destes pedaços unidos uma só forma sem limites, maior que a metade que meu cotidiano chama de presente.

Ela está chegando, em passos calmos pra não modificar muito a paisagem pois sabe que ao meu lado a paisagem não vai ser só deste universo…

Read Full Post »

Na preguiça de minha saudade, te confundo em certezas de minha vida. Te deixo ausente destes quase trezentos quilometros de distância. O som que ouço é interrompido pela tua respiração, o incenso fraco do quarto some e sinto parte de teu perfume. Te dobro nas páginas do meu cotidiano para no meio da madrugada fazer de cada papel um pedaço do meu sonho. Te pauso. Te sinto. Te desacredito de momentos inimagináveis. O passar do tempo é guiado pelos passos que te caminho ao redor. O ontem, o amanhã, ficam presos no que te faço presentear.

como?

A razão dos dias distantes?

Nem consigo imaginar…

Read Full Post »

a volta, o reencontro.

o novo instante que me guia, vem da pura sintonia, o olhar imaginado na busca de um futuro melhor que o passado, não por frescura ou arrependimento, mas pela busca de um novo belo momento. a equivalência estampada na diferença, a lei dos opostos na luta pela sobrevivência, cada detalhe de tua história é combustivel para meus dias de glória.

a volta, o tempo.

o hoje “imensidado” de saudade, o minuto vivido com vontade, a presença de uma chance, peças fundamentais para o próximo lance. vejo nas nuvens inigualáveis de meus sonhos a verdade mais próxima daquilo o que somos. vejo um hoje parado no passado enterrado, enfeitado com o que houve de melhor, cada vez mais na chance de uma distância menor.

[foto por: RitmoEye]

a volta, a vida.

a dança da eternidade saboreia o sabor da amizade. sei dos erros, sei da preguiça, posso errar teus desejos pra acertar a vida. sei da luta, sei da guarra, sei do desapego, sei da falha… e sei imaginar saber o que pode vir a acontecer… o perfume do último beijo ainda encanta detalhes que vejo… o tom da última palavra ilumina de volta a minha caminhada…

Read Full Post »

fiz um sonho.

63 kilos de felicidade e simpatia.

lábios donos de um sorriso que faz de cada segundo uma eternidade.

fiz o que não se deve fazer.

a perfeição de um jeito perfeito de ser.

abri a porta da frente, e fui desfazer o sonho.

e inventei toda uma nova realidade.

complexa de stress de louças sujas.

com contas vencidas na bolsa.

de celular ciumento com bateria fraca.

de passos apertados sem esperar minha paciência.

realidade de um sonho, incapaz de se sonhar.

incapaz de se imaginar.

Read Full Post »

o minuto passado inventou a sombra deste final de semana.
simples, educado e sonhador, projetou neste semblante
histórico pós barba uma sequência de passos em estrada
tranquila, conhecida e sem tumulto.

fladancing

[foto por: CameraOne]

começou o novo trecho deste mês, antes a loucura de histórias
bem escritas mas preguiçosamente vividas, agora a prontidão
pra deixar a face na frente, ventania pós ventania, para ouvir
na hora exata a melodia e ter a realidade na cor dos sonhos
pintados no moleton quente deste inverno, a pura euforia de
sexta-feira vivendo uma quarta… uma parte da quarta.
agente acorda, brilha, abre os olhos e descobre uma parte do
que faltava, completando o espaço deixado de lado antes, por
desigualdade satisfatória por saber que simples somos mais
atropelados por estes intantes inexplicáveis de bem estar.
é puro momento de fumaça de incenso, de ocupar os lados, os
minutos que estão chegando, o sorriso da alma, instrumento de
paz interior esquentando a palma da mão.
o instante se prolonga, se multiplica por toda a existência.
a vida explicada por um piscar de olhos, entendida no minuto
que deixou no pensamento a temperatura que todo o resto dos
dias pretendiam ter. acordar dentro de si mesmo, no pulmão o
ar, no coração o sangue e na mente o controle de uma identidade.

Read Full Post »

a imaginação de um futuro é livre….
é amiga do drum´nd bass alto nos falantes
é do jeito que melhor se encaixar na mente…
(just fit…. just fit)
e fica…. assim, confortável sob um gole de long neck,
preguiçosa sobre o fim da segunda-feira

defeitos

desenhando sua presença cheia de defeitos por perto
dos defeitos amarelos, trazendo as tonalidades que faltavam por aqui….
defeitos da sombra de um quase sorriso
da amizade que teriamos aos domingos
aceitando a paz e o respeito de um clássico interstadual
de um lado o preto o branco e o vermelho
e do outro, a harmonia do azul o branco e o preto….
defeitos de hollywood, defeitos viciantes….
eu sou o lado de cá, no nada que depois de 8 minutos nem defeito mais é….
mas num instante, a revolução da minha cara,
a verdade estampada
numa palavra meio que assim…. defeituosamente desarrumada….
prazer!

Read Full Post »

observar a vida
a faixa dupla, a democracia, o tapa na cara da traição.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu me alimento, escovos os dentes, torno meu dia um mistério
e banalizo a banalização.
e depois escovos os dentes como uma nova lição.
admirar a vida
a poeira da febre, a energia na luz, o medo da contra-mão.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu teço planos, tiro um cochilo, mato as aulas
e ensino a educação.
e depois tiro um cochilo com outra emoção.
questionar a vida
o ventre da mãe, a pizza fria, o pulsar do ritmo do coração.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu fotográfo o passado, acordo com sede, navego na internet
e despoluo a poluição.
e depois acordo com sede, de indignação.
viver a vida
a dor da pele, o sabor do amor, a loucura da confusão.
o que me liga ao momento é o centro da atenção.
eu tenho filhos, esqueço os endereços, corto a grama do jardim
e emociono a emoção.
e me encontro em outros endereços, na imaginação.

Read Full Post »

Older Posts »