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Archive for the ‘um pouco do que sentimos’ Category

Ela canta, com cores quentes nos lábios,
o silêncio que guia meus sonhos.
Cria asas e movimentos para delimitar a realidade.
E assim separa o meu pensamento
em pedaços que não preciso definir…

Ela dança, com calor colorido nas pernas,
o movimento que guia meus planos.
Cria raízes e pensamentos para delimitar a realidade.
E assim unifica o meu movimento
em pedaços que não recuso sentir…

E volta, como passageiros de ponte aérea,
depois de inverter os tons das tintas ao meu redor,
sumindo naquele lapso de realidade antes das
quatro da manhã…

E some, como pedreiros de ponte térrea,
depois de derreter as notas das músicas ao meu redor,
existindo naquele lapso de sonho depois das
quatro da manhã…

ilustração: Jairo Souza
http://www.behance.net/anemarts
http://www.artstation.com/artist/anemarts
http://www.anemarts.wordpress.com

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O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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Os ponteiros dos relógios deram voltas e voltas no meu olhar, centrifugando um pouco dos meus sonhos para misturar com a realidade. Cores novas, calafrios, montanhas de planos, fotografias, cafeína, preguiça e outros pedaços do meu universo experimentaram uns instantes de astral inédito, como que se esta terça-feira fosse o único dia que eu teria para tentar finalmente me entender.

Foi quando que, no meu quarto quadrado, um silêncio maior que todo o meu passado parou diante de mim. Um silêncio que meus olhos podiam ver, meus dedos tocar, minha respiração espirrar mas meus ouvidos não conseguiriam entender. Não era tão nitido como um cartão postal mas carregava uma imagem que combinaria com qualquer mensagem postada de saudade. Não era sutil como a pele de um anjo que ainda não cumpriu sua missão mas tinha um doce que nem todo o passar dos acordos e guerras conseguiria corroer. Fez pedaços de todo o meu universo encaixarem como imã e deixou uma mensagem única diante de mim, não muito simples, não muito complicada, não muito colorida e nem em poucos tons. A inspiração dos meus próximos passos em sintonia com um pulso que eu ainda não posso esbarrar mas posso sentir que está em breve chegando para fazer destes pedaços unidos uma só forma sem limites, maior que a metade que meu cotidiano chama de presente.

Ela está chegando, em passos calmos pra não modificar muito a paisagem pois sabe que ao meu lado a paisagem não vai ser só deste universo…

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…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.

…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.

…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.

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sucesso e louCURA

A busca pelo sucesso pode ser seu atestado de loucura. A cura para este vício venenoso pode ser o próprio veneno. O próprio sucesso. Se por acaso se sentir em paz com a verdade que se encaixa em seu bolso,  a loucura vai ser consumida pelo próprio bem estar ao redor. O grande amor de sua vida não vai ser o sucesso de um passado esquecido mas sim o presente de um pouco a pouco bem vivido.

consUMo e emoção

Um para algêm pode ser todo o amor que se têm. Deixe tua emoção consumir pedaços insanos de seus dias e conheça o outro ser que brota aos poucos dentro de você. Desfrute da beleza de seus sonhos e realize um pedaço desta boa ilusão no tom de teu coração. Deixe o novo aparecer. Deixa a emoção sobreviver. E consume todos os momentos bons que puder prever.

interativIDADE e avanço

A pegada que você acabou de deixar neste caminhar é a certeza de que nada neste mundo fica sempre no mesmo lugar. Teu passado era uns centímetros pra trás. Teu futuro, talvez alguns outros mais. Mas teu presente é o calçado sob a pegada que interage com o seu mundo com a sua verdade: as lições de sua idade.

…em breve a série continua.

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tua metade eu procuro…
por entre noticias e segredos
invadindo a madrugada
olhar distante, por trás de alguns kilometros
nas linhas suaves de teu sorriso
que por aqui imagino…
teu lado “vazio” parece me aconchegar
pra meu corpo, um novo lugar
me encaixo no jeito que você fala
e esboço uma nova personalidade
sinto tua voz nas paredes do meu quarto
me mostrando uma nova realidade
como lembranças do desconhecido
invento um passado diferente
encaixado o doce tom do presente
nas linhas estranhas que ficaram pra trás…
vivo, enxergo, estico o luar
e no canto de um bom sonho te encontro
pra minha preguiça de acordar
deixo este momento mais longo…
mais natural…
aumento a minha memória
com o pouco de ti que conheço
que me inova como um nascimento
como massagem para meus planos de ontem
é o centro de meu pensamento
é o laço no círculo em que me encontro
e ignoro o medo do incerto acontecer
atropelando meus desejos de fantasia
sinto o vento do futuro mais perto
com cheiro tranquilo, um caminho…

trazendo um pouco de harmonia
e o meu futuro, gero como quero
nas linhas do teu caminhar
me prendo em meus pensamentos
procurando te encontrar

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Nessa troca de lembranças (procurando a cor e o pincel certo para pintar este presente) eu esqueço a eternidade. Perco o controle de meu olhar, pisco, tento te enganar, te beijo o rosto e lhe convido à sentar. De todas as maneiras que imaginei este final de sexta feira nenhuma chegou perto destes 5 minutos silenciosos, preenchidos por uma imensa paz. Troco minha vontade de conhecer a Europa inteira nos trilhos de um trêm econômico pelo tom suave de suas histórias passageiras, e você me olha com uma tranquilidade de quem contaria tudo de novo quando minha atenção voltasse à gramática de teus lábios. Me divirto com um estalo novo na dança da lareira para tentar recuperar os meus sentidos. Você brinca comigo, canta uma piada inteligente e me promete ser por perto só quem você precisa. Eu demoro a entender, o suficiente para esboçar um sorriso o final de semana inteiro. Junto o troco, aviso os vizinhos e aumento o volume do tributo ao Marley, imaginando a hora de trocar minha timida preguiça por um convite mal planejado. Conto o dinheiro, ligo o carro e te pergunto alguma coisa de pouca importancia. Não demoramos muito e voltamos com a cerveja antes do CD terminar. Te mostro um pouco das minhas manias e abro (com um sorriso em troca) a porta para você. Sei que no meio de tanta gente não vou conseguir ser quem deveria, mas te deixo pegar meu olhar de relance quando alguém me pergunta um detalhe sobre você.

Troco o reggae pelo jazz e encontro na harmonia de teus cabelos no luar uma palavra pra me sentar. Você aceita o convite e me conta uma história de acampamento sentada perto de meus planos. Mordo o ar levemente e deixo minha boca um pouco úmida, tentando esconder o tremor de minhas mãos na espuma do copo gelado, derramando sobre ti meu olhar de quem procurava uma palavra aconchegante. Você entende, e me estende tua mão esquerda. Me afogaria em teu beijo no primeiro movimento de teu queixo, esquecendo minha mania de temer o que me faz bem. Já escuto teus gritos silenciosos, que encontram, na minha imaginação, espaço para fluir. O pouco que de ti gosto me faz gostar do que ainda não cheguei a conhecer. Invento um segredo só para me aproximar. Você se inclina, me responde com uma pergunta e não me deixa pensar. A distância era mínima, o suficiente para sentirmos o mesmo pulso. Esqueço meu segredo e te encontro em um beijo. Um eclipse novo cutuca a lua e as estrelas cantam o silêncio. Aperto tua mão um pouco mais forte e você percebe que ali era aonde eu queria estar, do mesmo jeito, no mesmo fraco luar.

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