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Archive for the ‘um pouco do que somos’ Category

O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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Minha memória é de espelho retrovisor embassado de fumaça da neblina de paz da noite que chega. Espelho|ohlepsE me faz lembrar pedaços perigosos deste caminho que estou seguindo a algum tempo, entre curvas aventureiras do meu cotidiano e retas em alta velocidade de quem valoriza mais a viagem que o destino de tuas rotas.

Minha memória é vermelha rústica de móveis coloniais dos mistérios dos ministérios das artes de quem pouco se importa. Vermelha do calor do seu sangue nos meus sonhos, dos movimentos dos teus lábios nos meus encontros, entre outros tons de você que se configura nestes destinos de minhas rotas.

Take Off Your Panties

Take Off Your Panties

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a sexta-feira mágica, lar dos melhores pensamentos desta preguiçosa mente, começa num instante qualquer da eternidade para materializar um pedaço de uma saudade. a confusão da beleza de não ter certeza do próximo instante me anima, me equilibra, me faz ser ainda mais amigo da minha própria alma, professora alma. do nada o tudo para. respiro. sobrevivo. a energia que alimenta minha mente vem de um passado vivo em meus sonhos de um futuro melhor. estou em calma, estou em pausa, pelo menos até o próximo encanto de teu olhar esbarrar na fragilidade do meu muro de berlim, assim, quieto dentro de mim.

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…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.

…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.

…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.

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a volta, o reencontro.

o novo instante que me guia, vem da pura sintonia, o olhar imaginado na busca de um futuro melhor que o passado, não por frescura ou arrependimento, mas pela busca de um novo belo momento. a equivalência estampada na diferença, a lei dos opostos na luta pela sobrevivência, cada detalhe de tua história é combustivel para meus dias de glória.

a volta, o tempo.

o hoje “imensidado” de saudade, o minuto vivido com vontade, a presença de uma chance, peças fundamentais para o próximo lance. vejo nas nuvens inigualáveis de meus sonhos a verdade mais próxima daquilo o que somos. vejo um hoje parado no passado enterrado, enfeitado com o que houve de melhor, cada vez mais na chance de uma distância menor.

[foto por: RitmoEye]

a volta, a vida.

a dança da eternidade saboreia o sabor da amizade. sei dos erros, sei da preguiça, posso errar teus desejos pra acertar a vida. sei da luta, sei da guarra, sei do desapego, sei da falha… e sei imaginar saber o que pode vir a acontecer… o perfume do último beijo ainda encanta detalhes que vejo… o tom da última palavra ilumina de volta a minha caminhada…

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acordei preso no meu próprio sonho.
preso por vontade, por preguiça,
por perseguição de um silêncio que desapareceu do meu coração.
novas águas já se cheiravam por perto,
na espectativa de novos encantos,
novos momentos,
de controle e de confusão.
não esperava que, no meio desta nova página no calendário,
iria me conhecer por outros olhos.

[foto por: Irene Cartas]

foi confusamente simples.
um “oi, prazer!” que soou como “quanto tempo!”,
de vidas atrás, de uma eternidade, de um segundo,
de nunca mais.
fiquei distraído por mais um tempo naquele sorriso.
era como um livro, uma comédia romântica,
começo, meio e fim… sem espaços para uma
nova versão.
encontro pela sorte,
despedida pelo azar.
Tudo me dizia que estas páginas fechadas,
depois de lidas, iriam ficar por mais um tempo…
Um livro que não se vende,
não se entende,
não se publica.
Criei um passaporte para este novo sonho.
E preso por vontade,
acordo quase todos os dias neste plano.
“Bem vindo ao planeta Terra após o Sono!”

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fiz um sonho.

63 kilos de felicidade e simpatia.

lábios donos de um sorriso que faz de cada segundo uma eternidade.

fiz o que não se deve fazer.

a perfeição de um jeito perfeito de ser.

abri a porta da frente, e fui desfazer o sonho.

e inventei toda uma nova realidade.

complexa de stress de louças sujas.

com contas vencidas na bolsa.

de celular ciumento com bateria fraca.

de passos apertados sem esperar minha paciência.

realidade de um sonho, incapaz de se sonhar.

incapaz de se imaginar.

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