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Archive for the ‘um pouco do que vivemos’ Category

O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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Por aqui os minutos vão passando bem… Energias que brotam de uma força de vontade sincera em trabalhar os cantos deste novo 2013 para que, nas areias tranquilas do litoral sul paulista, na virada do ano, as lembranças deste presente se transforme numa nova criatividade chamada novo ano.

A vida é a mesma, apesar da renovação de diversas células de meus sobrenomes, e canta em tons de mudança em todos os sentidos naturais de meu corpo.

Novos e velhos pensamentos na conclusão desta segunda-feira com cara de dia mundial da paz para começar bem. De momento em momento, um sentimento em forma de fermento para aumentar a paz dentro deste bolo de planos e sonhos.

E assim um livro vai se alimentando de letras e palavras calmas para daqui umas décadas se completar com um título preguiçoso destas biografias de todos nós. Cada momento vai se alimentando dos amarelos de sabedoria nas páginas velhas que ainda nem foram impressas.

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sucesso e louCURA

A busca pelo sucesso pode ser seu atestado de loucura. A cura para este vício venenoso pode ser o próprio veneno. O próprio sucesso. Se por acaso se sentir em paz com a verdade que se encaixa em seu bolso,  a loucura vai ser consumida pelo próprio bem estar ao redor. O grande amor de sua vida não vai ser o sucesso de um passado esquecido mas sim o presente de um pouco a pouco bem vivido.

consUMo e emoção

Um para algêm pode ser todo o amor que se têm. Deixe tua emoção consumir pedaços insanos de seus dias e conheça o outro ser que brota aos poucos dentro de você. Desfrute da beleza de seus sonhos e realize um pedaço desta boa ilusão no tom de teu coração. Deixe o novo aparecer. Deixa a emoção sobreviver. E consume todos os momentos bons que puder prever.

interativIDADE e avanço

A pegada que você acabou de deixar neste caminhar é a certeza de que nada neste mundo fica sempre no mesmo lugar. Teu passado era uns centímetros pra trás. Teu futuro, talvez alguns outros mais. Mas teu presente é o calçado sob a pegada que interage com o seu mundo com a sua verdade: as lições de sua idade.

…em breve a série continua.

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Teu passado está ficando mais tempo por aqui. As cores ao redor (cada uma com um bom momento) trabalham como o índice de uma história e na liberdade de me jogar em qualquer página, fico parado vendo tudo, parado no tempo, como um borrão. Faz sentido, me traz equilíbrio, vejo que de uma coleção de fatos bonitos minha lembrança carrega poucos detalhes. Faz sentido nenhum. O vermelho de teus lábios édo mesmo tom da saudade. O castanho de teus olhos é da cor de um caminho pouco percorrido desta história, de dúvidas e imaginações intermináveis. O silêncio amarelo lembra a febre do feriado, o sorriso preso na garganta.

O contraste que posso ver é a certeza que queria ter, de entender, de te prever, e saber a outra versão da história. Versão de outras cores, de outras ligações, outras trilhas. Faz sentido nenhum. Qualquer passo que mude do outro lado, qualquer lembrança, qualquer mudança, o que esquecer (sei que vai inventar brancos e lapsos para facilitar o dia a dia) tentando desbotar iscas de meus sonhos provavelmente passará por aqui em vão, imitando as poeiras que tentei limpar de teu coração. Vai ser o índice borrado do passado, sem sentido algum.

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acordei preso no meu próprio sonho.
preso por vontade, por preguiça,
por perseguição de um silêncio que desapareceu do meu coração.
novas águas já se cheiravam por perto,
na espectativa de novos encantos,
novos momentos,
de controle e de confusão.
não esperava que, no meio desta nova página no calendário,
iria me conhecer por outros olhos.

[foto por: Irene Cartas]

foi confusamente simples.
um “oi, prazer!” que soou como “quanto tempo!”,
de vidas atrás, de uma eternidade, de um segundo,
de nunca mais.
fiquei distraído por mais um tempo naquele sorriso.
era como um livro, uma comédia romântica,
começo, meio e fim… sem espaços para uma
nova versão.
encontro pela sorte,
despedida pelo azar.
Tudo me dizia que estas páginas fechadas,
depois de lidas, iriam ficar por mais um tempo…
Um livro que não se vende,
não se entende,
não se publica.
Criei um passaporte para este novo sonho.
E preso por vontade,
acordo quase todos os dias neste plano.
“Bem vindo ao planeta Terra após o Sono!”

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distracao

me destraí demais.
deixei toda a semana se resumir na preguiça do teu segundo sorriso… te desejei boa tarde por preguiça de tentar te pintar um mês inteiro. fiquei com as tintas na mão, o peso do que não ficou pra trás me mostrava um novo caminho, mesmo sabendo que numa outra chance, faria tudo exatamente igual. paralisia de uma boa companheira.  me destraí demais e não te acompanhei. teu olhar já estava lá na esquina, depois das compras de terça-feira, e minhas cores perdendo tom. do que sobrou no dia, eram poesias em preto e branco.eu me destraí demais.e te fiz por outros dias na tonalidade mais leve que insisti em carregar, mesmo sem ter aonde pintar.teu brilho, teu contraste, tua beleza quase pude imitar.mas teu semblante único em alto relevo de pura sintonia, este eu não pude nem imaginar…
eu me destraí demais…

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o espaço por perto é amigo,
é amparo,
como um trago de cigarro para o viciado.
eu me coloco bem,
fico legalizado (centralizado?),
como moleque sentado no balanço da praça,
dono de toda a graça…
onde o mundo gira na velocidade do pensamento,
sem importar com o momento,
e deixa o vento me levar…
eu deixo meu instante ir…
vagando, entre lances e sobrelances,
se encantando com um único lual…
e nesta, meu passado sobrevive,
se encanta,
se reencontra com o próprio nascimento
e se descobre sem censura, no berço
de um novo amor

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