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uma sexta qualquer…

a sexta-feira mágica, lar dos melhores pensamentos desta preguiçosa mente, começa num instante qualquer da eternidade para materializar um pedaço de uma saudade. a confusão da beleza de não ter certeza do próximo instante me anima, me equilibra, me faz ser ainda mais amigo da minha própria alma, professora alma. do nada o tudo para. respiro. sobrevivo. a energia que alimenta minha mente vem de um passado vivo em meus sonhos de um futuro melhor. estou em calma, estou em pausa, pelo menos até o próximo encanto de teu olhar esbarrar na fragilidade do meu muro de berlim, assim, quieto dentro de mim.

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…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.

…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.

…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.

sucesso e louCURA

A busca pelo sucesso pode ser seu atestado de loucura. A cura para este vício venenoso pode ser o próprio veneno. O próprio sucesso. Se por acaso se sentir em paz com a verdade que se encaixa em seu bolso,  a loucura vai ser consumida pelo próprio bem estar ao redor. O grande amor de sua vida não vai ser o sucesso de um passado esquecido mas sim o presente de um pouco a pouco bem vivido.

consUMo e emoção

Um para algêm pode ser todo o amor que se têm. Deixe tua emoção consumir pedaços insanos de seus dias e conheça o outro ser que brota aos poucos dentro de você. Desfrute da beleza de seus sonhos e realize um pedaço desta boa ilusão no tom de teu coração. Deixe o novo aparecer. Deixa a emoção sobreviver. E consume todos os momentos bons que puder prever.

interativIDADE e avanço

A pegada que você acabou de deixar neste caminhar é a certeza de que nada neste mundo fica sempre no mesmo lugar. Teu passado era uns centímetros pra trás. Teu futuro, talvez alguns outros mais. Mas teu presente é o calçado sob a pegada que interage com o seu mundo com a sua verdade: as lições de sua idade.

…em breve a série continua.

Dias distantes…

Na preguiça de minha saudade, te confundo em certezas de minha vida. Te deixo ausente destes quase trezentos quilometros de distância. O som que ouço é interrompido pela tua respiração, o incenso fraco do quarto some e sinto parte de teu perfume. Te dobro nas páginas do meu cotidiano para no meio da madrugada fazer de cada papel um pedaço do meu sonho. Te pauso. Te sinto. Te desacredito de momentos inimagináveis. O passar do tempo é guiado pelos passos que te caminho ao redor. O ontem, o amanhã, ficam presos no que te faço presentear.

como?

A razão dos dias distantes?

Nem consigo imaginar…

Teu passado está ficando mais tempo por aqui. As cores ao redor (cada uma com um bom momento) trabalham como o índice de uma história e na liberdade de me jogar em qualquer página, fico parado vendo tudo, parado no tempo, como um borrão. Faz sentido, me traz equilíbrio, vejo que de uma coleção de fatos bonitos minha lembrança carrega poucos detalhes. Faz sentido nenhum. O vermelho de teus lábios édo mesmo tom da saudade. O castanho de teus olhos é da cor de um caminho pouco percorrido desta história, de dúvidas e imaginações intermináveis. O silêncio amarelo lembra a febre do feriado, o sorriso preso na garganta.

O contraste que posso ver é a certeza que queria ter, de entender, de te prever, e saber a outra versão da história. Versão de outras cores, de outras ligações, outras trilhas. Faz sentido nenhum. Qualquer passo que mude do outro lado, qualquer lembrança, qualquer mudança, o que esquecer (sei que vai inventar brancos e lapsos para facilitar o dia a dia) tentando desbotar iscas de meus sonhos provavelmente passará por aqui em vão, imitando as poeiras que tentei limpar de teu coração. Vai ser o índice borrado do passado, sem sentido algum.

a volta, a volta

a volta, o reencontro.

o novo instante que me guia, vem da pura sintonia, o olhar imaginado na busca de um futuro melhor que o passado, não por frescura ou arrependimento, mas pela busca de um novo belo momento. a equivalência estampada na diferença, a lei dos opostos na luta pela sobrevivência, cada detalhe de tua história é combustivel para meus dias de glória.

a volta, o tempo.

o hoje “imensidado” de saudade, o minuto vivido com vontade, a presença de uma chance, peças fundamentais para o próximo lance. vejo nas nuvens inigualáveis de meus sonhos a verdade mais próxima daquilo o que somos. vejo um hoje parado no passado enterrado, enfeitado com o que houve de melhor, cada vez mais na chance de uma distância menor.

[foto por: RitmoEye]

a volta, a vida.

a dança da eternidade saboreia o sabor da amizade. sei dos erros, sei da preguiça, posso errar teus desejos pra acertar a vida. sei da luta, sei da guarra, sei do desapego, sei da falha… e sei imaginar saber o que pode vir a acontecer… o perfume do último beijo ainda encanta detalhes que vejo… o tom da última palavra ilumina de volta a minha caminhada…

acordei preso no meu próprio sonho.
preso por vontade, por preguiça,
por perseguição de um silêncio que desapareceu do meu coração.
novas águas já se cheiravam por perto,
na espectativa de novos encantos,
novos momentos,
de controle e de confusão.
não esperava que, no meio desta nova página no calendário,
iria me conhecer por outros olhos.

[foto por: Irene Cartas]

foi confusamente simples.
um “oi, prazer!” que soou como “quanto tempo!”,
de vidas atrás, de uma eternidade, de um segundo,
de nunca mais.
fiquei distraído por mais um tempo naquele sorriso.
era como um livro, uma comédia romântica,
começo, meio e fim… sem espaços para uma
nova versão.
encontro pela sorte,
despedida pelo azar.
Tudo me dizia que estas páginas fechadas,
depois de lidas, iriam ficar por mais um tempo…
Um livro que não se vende,
não se entende,
não se publica.
Criei um passaporte para este novo sonho.
E preso por vontade,
acordo quase todos os dias neste plano.
“Bem vindo ao planeta Terra após o Sono!”