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Posts Tagged ‘beijo’

O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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a sorte de não conhecer alguém é o próprio conforto de poder deixar o vento levar, como brisa de terras desconhecidas. como um aborto, de olhos que ainda não viu o mundo, da chance de não ter o futuro, não temer o que foi perdido, o que nem chegou a manchar de amarelo histórias de anos e anos no papel. (tempo mano velho?!) tempo que fica pelas pegadas mal feitas do chinelo…
tenho o pensamento, tenho os sonhos, as histórias inventadas. tem horas que os passos pela vizinhança daquela história lendária que vovó dizia cai bem melhor do que o latido do cachorro (bacardi malandro!) na garagem, lembrando que o tempo passou demais e o atraso agora pode virar multa de salário. eu ouvi dizer um pouco desses pensamentos, quase nada (sem metáfora mesmo!) e se não me engano a paciência (grande Lenine!) faz parte de uma breve lista de favoritos…

brevesonho

invento o presente na preguiça do passado, e nas sombras do futuro, de uma maneira ou outra, de um beijo ou bocejo, te tive por perto… beijo de desejo e bocejo de um breve sonho…

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Esta noite, vou dourar a lua cheia, esticar o tapete a teus passos, duplicar todas as estrelas, vou te mostrar um segredo maior que eu. Vou te plantar em todo o meu campo, usar tuas palavras como tambor, vou te ver em todas as direções, ser teu pulso ao amanhecer. Esta noite, vou te duvidar a eternidade, te bancar uma cerveja, colecionar você em todas as paredes, te convidar pra caminhar num cartão postal. Vou te roubar a realidade, te queimar em meu inverno, te gritar em todos os bailes, te acordar comigo. Esta noite prometo o meu corpo, desenho um cenário novo, alimento qualquer vontade de você. Vou te dividir em mil, te rastrear em detalhes, e te montar distraída em uma nova vida, te encantar para estas novas cores, te elevar para este novo mundo. Esta noite, sou tua preguiça, teu abraço, teu beijo, sou teu companheiro, nos movimentos, nas pausas, nos pensamentos, teu parceiro de silêncio.

Te tremo, te encontro, te toco, te escondo, te tenho a noite por todo o amanhecer. Te vivo, te canto, te invento a imensidão, te mostro em mim, te dou a mão, e Um beijo, e todo o meu conhecer. Esta noite, vou esticar minha atenção, explorar todo o universo, procurando a hora certa. Esta noite, vou ser teu existir.

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Nessa troca de lembranças (procurando a cor e o pincel certo para pintar este presente) eu esqueço a eternidade. Perco o controle de meu olhar, pisco, tento te enganar, te beijo o rosto e lhe convido à sentar. De todas as maneiras que imaginei este final de sexta feira nenhuma chegou perto destes 5 minutos silenciosos, preenchidos por uma imensa paz. Troco minha vontade de conhecer a Europa inteira nos trilhos de um trêm econômico pelo tom suave de suas histórias passageiras, e você me olha com uma tranquilidade de quem contaria tudo de novo quando minha atenção voltasse à gramática de teus lábios. Me divirto com um estalo novo na dança da lareira para tentar recuperar os meus sentidos. Você brinca comigo, canta uma piada inteligente e me promete ser por perto só quem você precisa. Eu demoro a entender, o suficiente para esboçar um sorriso o final de semana inteiro. Junto o troco, aviso os vizinhos e aumento o volume do tributo ao Marley, imaginando a hora de trocar minha timida preguiça por um convite mal planejado. Conto o dinheiro, ligo o carro e te pergunto alguma coisa de pouca importancia. Não demoramos muito e voltamos com a cerveja antes do CD terminar. Te mostro um pouco das minhas manias e abro (com um sorriso em troca) a porta para você. Sei que no meio de tanta gente não vou conseguir ser quem deveria, mas te deixo pegar meu olhar de relance quando alguém me pergunta um detalhe sobre você.

Troco o reggae pelo jazz e encontro na harmonia de teus cabelos no luar uma palavra pra me sentar. Você aceita o convite e me conta uma história de acampamento sentada perto de meus planos. Mordo o ar levemente e deixo minha boca um pouco úmida, tentando esconder o tremor de minhas mãos na espuma do copo gelado, derramando sobre ti meu olhar de quem procurava uma palavra aconchegante. Você entende, e me estende tua mão esquerda. Me afogaria em teu beijo no primeiro movimento de teu queixo, esquecendo minha mania de temer o que me faz bem. Já escuto teus gritos silenciosos, que encontram, na minha imaginação, espaço para fluir. O pouco que de ti gosto me faz gostar do que ainda não cheguei a conhecer. Invento um segredo só para me aproximar. Você se inclina, me responde com uma pergunta e não me deixa pensar. A distância era mínima, o suficiente para sentirmos o mesmo pulso. Esqueço meu segredo e te encontro em um beijo. Um eclipse novo cutuca a lua e as estrelas cantam o silêncio. Aperto tua mão um pouco mais forte e você percebe que ali era aonde eu queria estar, do mesmo jeito, no mesmo fraco luar.

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