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Posts Tagged ‘cerveja’

O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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Esta noite, vou dourar a lua cheia, esticar o tapete a teus passos, duplicar todas as estrelas, vou te mostrar um segredo maior que eu. Vou te plantar em todo o meu campo, usar tuas palavras como tambor, vou te ver em todas as direções, ser teu pulso ao amanhecer. Esta noite, vou te duvidar a eternidade, te bancar uma cerveja, colecionar você em todas as paredes, te convidar pra caminhar num cartão postal. Vou te roubar a realidade, te queimar em meu inverno, te gritar em todos os bailes, te acordar comigo. Esta noite prometo o meu corpo, desenho um cenário novo, alimento qualquer vontade de você. Vou te dividir em mil, te rastrear em detalhes, e te montar distraída em uma nova vida, te encantar para estas novas cores, te elevar para este novo mundo. Esta noite, sou tua preguiça, teu abraço, teu beijo, sou teu companheiro, nos movimentos, nas pausas, nos pensamentos, teu parceiro de silêncio.

Te tremo, te encontro, te toco, te escondo, te tenho a noite por todo o amanhecer. Te vivo, te canto, te invento a imensidão, te mostro em mim, te dou a mão, e Um beijo, e todo o meu conhecer. Esta noite, vou esticar minha atenção, explorar todo o universo, procurando a hora certa. Esta noite, vou ser teu existir.

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me perco no meio destes planos
o próximo sábado, o mês inteiro
o banho gelado, o sonho acordado
na imagem de qualquer espelho

vejo a cor da camisa nova
a sujeira do tênis de trilha
o silêncio da luz apagada
o vazio de sua companhia

procuro o cheiro de um café
e invento um lugar pra ir
descubro os teus segredos
que me obrigam a mentir

conto as estrelas, canto a lua
e desenho minha madrugada
desligo o telefone e troco o meu nome
por uma cerveja gelada…

e neste meu abrigo, solto um sorriso,
imaginando teus lábios quentes
hoje sou só eu e minha sombra
e um pouco de desejos ardentes

hoje sou só eu e minha sombra
e um pouco de desejos ardentes…

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que palito de fósforo preguiçoso, escondendo nesta brasa mal apagada a energia de um fim de semana sem tramas… não me enrolei na gola de uma blusa jeans, fiquei um pouco mais pra trás, satisfeito com meu próprio perfume.

Tem dias que sou simplesmente sozinho, tem dias que sou uma multidão, juntos no mesmo coração. Talvez eu me distraia com qualquer conversa sobre o feriado, uma latinha de cerveja e um leve violão na sala ao lado, prestes a dormir (para mais tarde sonhar)… mas não estou confiando mais nessa minha vontade de ser quem eu mesmo nunca quiz pra mim… esperar sentado por um sorriso puro sem mexer nem sequer os olhos, é querer demais. Talvez nem funcione: quando o sorriso brotar, minha preguiça vai ignorar, e desse jeito, a natureza fica nos ensinando… perceba a expansão do universo, a rotação da terra, o ciclo da primavera e mude tambem… sem falar demais, pra não sentir falta do que nunca foi capaz de fazer. Preciso trocar minhas pilhas, outra vez… e agora, um pouco satisfeito… energia reciclável sem poluir o ambiente, sem fazer muito mal, estilo natural… talvez as minhas pernas escolham o caminho, do lado de fora do quarto, pra sentir isto tudo por perto, bem ao meu redor… talvez só os pensamentos que virão, sentado na cama, ainda de pijama, vão me responder, façam a pena viver… mas enquanto isso, quero o mundo inteiro com os meus olhos ver, de pedaço em pedaço, quase por inteiro, ser.

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