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Posts Tagged ‘espelho’

Minha memória é de espelho retrovisor embassado de fumaça da neblina de paz da noite que chega. Espelho|ohlepsE me faz lembrar pedaços perigosos deste caminho que estou seguindo a algum tempo, entre curvas aventureiras do meu cotidiano e retas em alta velocidade de quem valoriza mais a viagem que o destino de tuas rotas.

Minha memória é vermelha rústica de móveis coloniais dos mistérios dos ministérios das artes de quem pouco se importa. Vermelha do calor do seu sangue nos meus sonhos, dos movimentos dos teus lábios nos meus encontros, entre outros tons de você que se configura nestes destinos de minhas rotas.

Take Off Your Panties

Take Off Your Panties

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eu perco o controle
na hora exata de te perder
na preguiça das frases erradas
de momentos de esquecer
fuga que busco em teu olhar
cheio de semblante singelo
quando te ofereço um dia
e você espera todo o inverno
sempre em caras de espelho
até o mundo girar por você
do jeito que eu vou tentar
pra você não me perceber
eu troco os dias, troco os sonhos
você segue o seu caminho
eu vivo a vida, eu faço história
e trago palhas para o meu ninho
que de sexta à sábado
eu tropeço de mãos dadas
eu passeio conhecendo cores
que diferenciam as minhas pegadas
enquanto eu grito meu plano de vida
eu ouço baixa a tua voz
de palavras que ficam de ressaca
até sumir o singular de nós
um, dois, depois um lençol
e a vida se renovando
pra depois conseguir te dizer
os planos que estou tramando…

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o espelho inventou um novo mundo, distorcido, puro, profundo, rumo de todo o pensamento. revelou uma história esquecida, presa por décadas no silêncio da preguiça, esperando o melhor momento. mostrou-se forte, mesmo num leve terremoto tímido, de quem se afoga no seco, em risco mínimo, procurando alguem por dentro. e percebeu o limite trêmulo de sua existência, perdido em sua própria permanência, de quem parou para ver o mundo passar, esperando o bonde certo para pegar.
o espelho se fez nascer, brilhar, trincar e morrer. se viu cantando, apaixonou-se pela imagem e se encontrou dentro dela. o fruto, o pecado, a sentinela. o abalo era em salto alto, o buraco era do tamanho do salto. o sinal que faltava para sua libertação estava tão perto que o cheiro do café roubou-lhe a atenção, a divisa entre realidade e sonho alimentou a sua paixão, fez bater forte teu coração… o irreal estava abandonando a ilusão, invadindo o mundo da mais real imaginação… de passos calmos, de roupas leves, de pés descalços e de cabeça fria e nova, guia de uma nova aurora.

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me perco no meio destes planos
o próximo sábado, o mês inteiro
o banho gelado, o sonho acordado
na imagem de qualquer espelho

vejo a cor da camisa nova
a sujeira do tênis de trilha
o silêncio da luz apagada
o vazio de sua companhia

procuro o cheiro de um café
e invento um lugar pra ir
descubro os teus segredos
que me obrigam a mentir

conto as estrelas, canto a lua
e desenho minha madrugada
desligo o telefone e troco o meu nome
por uma cerveja gelada…

e neste meu abrigo, solto um sorriso,
imaginando teus lábios quentes
hoje sou só eu e minha sombra
e um pouco de desejos ardentes

hoje sou só eu e minha sombra
e um pouco de desejos ardentes…

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a pequena saudade, dormindo como o resto da bateria do
celular, concertou o perdão que eu precisava (para ver as
novas formas deste seu outro futuro). Fez o tom da morta
chuva de ontem trazer formas boas na lembrança de criança
presente… nesta ilha molhada de gente. É elo de família
em sintonia com a semana, como uma escolha correta de
nome, como o final de uma greve de fome. Nasci de novo no
banho, levei outros sonhos por engano e vi teus textos de
preguiça encher meu corpo de vida… me senti novamente
esperança… e como todo sangue novo, recheado de tango
jovem, o máximo que eu fiz foi perceber tua presença
solitária na calçada, cara de quem fez coisa errada.
Tantos presentes, tantas barras superadas, o perdão brota
fácil, meio que na genética, do meu lado, no meu peito. O
castelo que construí de seus pedaços de maquiagem
esquecidos no espelho virou uma outra foto na parede,
poeira nova nesta velha história… O canto de teu
sorriso fica perto, o beijo fica mais esperto, sem
câmeras de romeu e julieta esperando o final da guerra,
como dinheiro falso, sem deixar sequela. Sou um passado

na sua muralha, feita dos medos que te seguiam para nunca
mais ver meus pulsos de arte gótica, tinta seca, tom
fraco, moldura quebrada, carregada de cores de flores,
cada uma para teu ciclo na semana (e você diz que nunca
se engana!)… é peso em cima de teus ombros… de me
procurar em meio aos escombros… de sentir meu cheiro
nos comerciais da novela, ouvir meus segredos no vazio da
panela e ver meu coração fugindo pela janela… livre,
inventando uma nova primavera, mesmo que fora de época,
conhecendo todo o mundo de novo, inventando o que já era
novo, resgatando meus pedaços para construir, sem pressa,
sem peso, minha nova estação… nova ilusão…

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