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Posts Tagged ‘guerra’

Os ponteiros dos relógios deram voltas e voltas no meu olhar, centrifugando um pouco dos meus sonhos para misturar com a realidade. Cores novas, calafrios, montanhas de planos, fotografias, cafeína, preguiça e outros pedaços do meu universo experimentaram uns instantes de astral inédito, como que se esta terça-feira fosse o único dia que eu teria para tentar finalmente me entender.

Foi quando que, no meu quarto quadrado, um silêncio maior que todo o meu passado parou diante de mim. Um silêncio que meus olhos podiam ver, meus dedos tocar, minha respiração espirrar mas meus ouvidos não conseguiriam entender. Não era tão nitido como um cartão postal mas carregava uma imagem que combinaria com qualquer mensagem postada de saudade. Não era sutil como a pele de um anjo que ainda não cumpriu sua missão mas tinha um doce que nem todo o passar dos acordos e guerras conseguiria corroer. Fez pedaços de todo o meu universo encaixarem como imã e deixou uma mensagem única diante de mim, não muito simples, não muito complicada, não muito colorida e nem em poucos tons. A inspiração dos meus próximos passos em sintonia com um pulso que eu ainda não posso esbarrar mas posso sentir que está em breve chegando para fazer destes pedaços unidos uma só forma sem limites, maior que a metade que meu cotidiano chama de presente.

Ela está chegando, em passos calmos pra não modificar muito a paisagem pois sabe que ao meu lado a paisagem não vai ser só deste universo…

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O beijo de tua saudade brilha no vento frio voltando por de trás das montanhas, colhendo imaginações por de trás de meu jardim, vejo detalhes esquecidos no labirinto do cotidiano e te dou um pensamento. Fecho meus olhos, controlo minha respiração, expando as paredes do meu quarto, deixo o ambiente maior que o meu medo pra harmonizar coragem com destino, como duas civilizações em guerra, como universos em expansão, momentos antes da colisão. Vigio minha noite sobre a cama seca de você, esfarelo toda a madrugada em pedaços de uma memória fraca mas verídica, me preocupo com o terremoto pulsando meu lado carne e osso enquanto que a alma vive livre no souvenir que você me deu, de peças paulistanas mais royais que os chás orientais salvando nações inteiras. Me caço nos teus passos e trago pra casa uma emgriaguez desconhecida. Esbarro em sombras de teu carinho, tropeço no choque de teu olhar e tento inventar mais um momento assim, só de você e de mim, pra te enviar por telegrama, levantando o começo de tua semana pra perto das nuvens, brancas de todo o meu mistério.

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a pressa de viver cada segundo como se fosse único deixa uma nuvem nessa correria do dia a dia, de quem quer ver o mundo de férias, passeando em sua liberdade, cultivando a verdadeira amizade…. a pressa tira o tom das cores do lugar, deixa tudo mais vulgar… congela o momento pra todo o esquecimento….

a pressa nos apaga, desencontro, esconde o glamour da grama sob nossos pés, embassa teu sorriso, alimenta o capitalismo…. quero um segundo por segundo, todos os pedaços do mundo, o jornal domingo cedo, a pipoca de logo mais, todas as noites sem medo, fazer a guerra virar paz…. quero tua tranquilidade viva, teu corpo curtindo a calma da cachoeira…. trocar toda a vida de planos e lutas por um instante de brincadeira…. quatro dias, um café na esquina, teu violão desafinado, um ombro do meu lado…. a pressa roubou um pouco de meu passado, sequestro que nunca foi julgado…. mas no sonho que carrego (desde minha primeira palavra) de voltar um pouco no passado… carregaria a mesma pressa do meu lado, como um “eu” enganado… quase aprisionado.

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