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Posts Tagged ‘paixão’

O jeito que as boas coisas nessa vida chegam ao nosso presente quase sempre me surpreende. Alguns acontecimentos inesperados, simples mas belos, chegam e transformam um breve cotidiano em um imenso dia bom. E normalmente estas belezas da vida acontecem nos dias de menor espectativa, dias de simples vida. E numa quinta-feira de descrontração, ouvindo um bom samba e curtindo uma cerveja (daquelas que abençoam o final do nosso dia de trabalho honesto), como uma exceção, numa lista de regras que não precisamos seguir e nem prestar atenção, um lindo e simpático sorriso cruzou pela linha do meu olhar. Cruzou para deixar uma marca, um semblante diferente, um desejo, um motivo claro e histórico para a existência daquele dia no meio de uma semana normal.

Primeiro foi assim, um sorriso paralisador, e depois uma gentil conversa, de olhar verdadeiro, de quem ainda nem imaginava a marca que o sorriso iria deixar por existir, por belo ser. Depois foi a sintonia, diferente dos atrais passados, que surgia por de trás daquele lindo sorriso. Era alegria, era força, era sinceridade, era um bom motivo pra escolher aqueles lábios como os únicos de beijos recheados de encanto e desejo. Era impossível prever que a lei das exceções, que quase nunca precisaríamos seguir, faria deste beijo um dos motivos dos dias agora caminharem de maneira diferente, de maneira mais suave e devagar, por as vezes não saber esperar, não saber estar no cotidiano sem a presença deste beijo sem leis, que dia a dia parece invadir outras leis de exceções, leis de emoções.

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o espelho inventou um novo mundo, distorcido, puro, profundo, rumo de todo o pensamento. revelou uma história esquecida, presa por décadas no silêncio da preguiça, esperando o melhor momento. mostrou-se forte, mesmo num leve terremoto tímido, de quem se afoga no seco, em risco mínimo, procurando alguem por dentro. e percebeu o limite trêmulo de sua existência, perdido em sua própria permanência, de quem parou para ver o mundo passar, esperando o bonde certo para pegar.
o espelho se fez nascer, brilhar, trincar e morrer. se viu cantando, apaixonou-se pela imagem e se encontrou dentro dela. o fruto, o pecado, a sentinela. o abalo era em salto alto, o buraco era do tamanho do salto. o sinal que faltava para sua libertação estava tão perto que o cheiro do café roubou-lhe a atenção, a divisa entre realidade e sonho alimentou a sua paixão, fez bater forte teu coração… o irreal estava abandonando a ilusão, invadindo o mundo da mais real imaginação… de passos calmos, de roupas leves, de pés descalços e de cabeça fria e nova, guia de uma nova aurora.

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