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Posts Tagged ‘passado’

Os ponteiros dos relógios deram voltas e voltas no meu olhar, centrifugando um pouco dos meus sonhos para misturar com a realidade. Cores novas, calafrios, montanhas de planos, fotografias, cafeína, preguiça e outros pedaços do meu universo experimentaram uns instantes de astral inédito, como que se esta terça-feira fosse o único dia que eu teria para tentar finalmente me entender.

Foi quando que, no meu quarto quadrado, um silêncio maior que todo o meu passado parou diante de mim. Um silêncio que meus olhos podiam ver, meus dedos tocar, minha respiração espirrar mas meus ouvidos não conseguiriam entender. Não era tão nitido como um cartão postal mas carregava uma imagem que combinaria com qualquer mensagem postada de saudade. Não era sutil como a pele de um anjo que ainda não cumpriu sua missão mas tinha um doce que nem todo o passar dos acordos e guerras conseguiria corroer. Fez pedaços de todo o meu universo encaixarem como imã e deixou uma mensagem única diante de mim, não muito simples, não muito complicada, não muito colorida e nem em poucos tons. A inspiração dos meus próximos passos em sintonia com um pulso que eu ainda não posso esbarrar mas posso sentir que está em breve chegando para fazer destes pedaços unidos uma só forma sem limites, maior que a metade que meu cotidiano chama de presente.

Ela está chegando, em passos calmos pra não modificar muito a paisagem pois sabe que ao meu lado a paisagem não vai ser só deste universo…

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As chuvas preguiçosas de pouco peso caminhariam comigo no cotidiano para economizar a desnecessária gasolina do fusca, no ir e vir das minhas aventuras, das poucas loucuras. Talvez iriam aparecer mais verdades ao redor. Mais sentidos aos sentidos, mais força na respiração, mais calor dos amigos, menos peso no coração.

Os pensamentos errantes de mudança seriam os guias dos pensamentos que me fazem enfrentar as filas dos bancos para pagar as contas, vez e vez, de quem quase não quer perceber que o tempo passa e não se pode voltar pra perceber. O juros das contas esquecidas vivem, mas o arrependimento dos contos inexistentes não. É como que se o importante fosse contar depois, e não viver? Nada… nada. O que minha comunidade de neurônios intensifica nas conexões é aquele desejo de viagem, e não de destino.

Pode até ser que adiante muito chegar lá de qualquer jeito e olhar pro passado, no ombro do orgulho, e contar com doce nos lábios os anos que se passaram…. Mas o que parece realmente adiantar ser é a lembrança de que, de quase tanta falta de juízo, esquecer de quase tudo que se passou na sorte de sorrir intensamente ao lembrar dos detalhes que ainda sobrevivem na mente…

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Teu passado está ficando mais tempo por aqui. As cores ao redor (cada uma com um bom momento) trabalham como o índice de uma história e na liberdade de me jogar em qualquer página, fico parado vendo tudo, parado no tempo, como um borrão. Faz sentido, me traz equilíbrio, vejo que de uma coleção de fatos bonitos minha lembrança carrega poucos detalhes. Faz sentido nenhum. O vermelho de teus lábios édo mesmo tom da saudade. O castanho de teus olhos é da cor de um caminho pouco percorrido desta história, de dúvidas e imaginações intermináveis. O silêncio amarelo lembra a febre do feriado, o sorriso preso na garganta.

O contraste que posso ver é a certeza que queria ter, de entender, de te prever, e saber a outra versão da história. Versão de outras cores, de outras ligações, outras trilhas. Faz sentido nenhum. Qualquer passo que mude do outro lado, qualquer lembrança, qualquer mudança, o que esquecer (sei que vai inventar brancos e lapsos para facilitar o dia a dia) tentando desbotar iscas de meus sonhos provavelmente passará por aqui em vão, imitando as poeiras que tentei limpar de teu coração. Vai ser o índice borrado do passado, sem sentido algum.

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a volta, o reencontro.

o novo instante que me guia, vem da pura sintonia, o olhar imaginado na busca de um futuro melhor que o passado, não por frescura ou arrependimento, mas pela busca de um novo belo momento. a equivalência estampada na diferença, a lei dos opostos na luta pela sobrevivência, cada detalhe de tua história é combustivel para meus dias de glória.

a volta, o tempo.

o hoje “imensidado” de saudade, o minuto vivido com vontade, a presença de uma chance, peças fundamentais para o próximo lance. vejo nas nuvens inigualáveis de meus sonhos a verdade mais próxima daquilo o que somos. vejo um hoje parado no passado enterrado, enfeitado com o que houve de melhor, cada vez mais na chance de uma distância menor.

[foto por: RitmoEye]

a volta, a vida.

a dança da eternidade saboreia o sabor da amizade. sei dos erros, sei da preguiça, posso errar teus desejos pra acertar a vida. sei da luta, sei da guarra, sei do desapego, sei da falha… e sei imaginar saber o que pode vir a acontecer… o perfume do último beijo ainda encanta detalhes que vejo… o tom da última palavra ilumina de volta a minha caminhada…

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a sorte de não conhecer alguém é o próprio conforto de poder deixar o vento levar, como brisa de terras desconhecidas. como um aborto, de olhos que ainda não viu o mundo, da chance de não ter o futuro, não temer o que foi perdido, o que nem chegou a manchar de amarelo histórias de anos e anos no papel. (tempo mano velho?!) tempo que fica pelas pegadas mal feitas do chinelo…
tenho o pensamento, tenho os sonhos, as histórias inventadas. tem horas que os passos pela vizinhança daquela história lendária que vovó dizia cai bem melhor do que o latido do cachorro (bacardi malandro!) na garagem, lembrando que o tempo passou demais e o atraso agora pode virar multa de salário. eu ouvi dizer um pouco desses pensamentos, quase nada (sem metáfora mesmo!) e se não me engano a paciência (grande Lenine!) faz parte de uma breve lista de favoritos…

brevesonho

invento o presente na preguiça do passado, e nas sombras do futuro, de uma maneira ou outra, de um beijo ou bocejo, te tive por perto… beijo de desejo e bocejo de um breve sonho…

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