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Posts Tagged ‘respiração’

As chuvas preguiçosas de pouco peso caminhariam comigo no cotidiano para economizar a desnecessária gasolina do fusca, no ir e vir das minhas aventuras, das poucas loucuras. Talvez iriam aparecer mais verdades ao redor. Mais sentidos aos sentidos, mais força na respiração, mais calor dos amigos, menos peso no coração.

Os pensamentos errantes de mudança seriam os guias dos pensamentos que me fazem enfrentar as filas dos bancos para pagar as contas, vez e vez, de quem quase não quer perceber que o tempo passa e não se pode voltar pra perceber. O juros das contas esquecidas vivem, mas o arrependimento dos contos inexistentes não. É como que se o importante fosse contar depois, e não viver? Nada… nada. O que minha comunidade de neurônios intensifica nas conexões é aquele desejo de viagem, e não de destino.

Pode até ser que adiante muito chegar lá de qualquer jeito e olhar pro passado, no ombro do orgulho, e contar com doce nos lábios os anos que se passaram…. Mas o que parece realmente adiantar ser é a lembrança de que, de quase tanta falta de juízo, esquecer de quase tudo que se passou na sorte de sorrir intensamente ao lembrar dos detalhes que ainda sobrevivem na mente…

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Na preguiça de minha saudade, te confundo em certezas de minha vida. Te deixo ausente destes quase trezentos quilometros de distância. O som que ouço é interrompido pela tua respiração, o incenso fraco do quarto some e sinto parte de teu perfume. Te dobro nas páginas do meu cotidiano para no meio da madrugada fazer de cada papel um pedaço do meu sonho. Te pauso. Te sinto. Te desacredito de momentos inimagináveis. O passar do tempo é guiado pelos passos que te caminho ao redor. O ontem, o amanhã, ficam presos no que te faço presentear.

como?

A razão dos dias distantes?

Nem consigo imaginar…

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De teu sorriso tinha só os caminhos aleatórios da fumaça do incenso, movimento sem o tom de tuas cordas vocais reais em sintonia. trabalhei minha imaginação, e tornei de tua mão os 200 gramas da almofada encostada em minhas costas, sem o toque carinhoso de tua preguiça desvendando o meu corpo.

Libertei então meus sonhos, e fiz de tua pele o pesar do cobertor, que me cobria sem a harmonia de teu abraço (que me deixa quente em qualquer inverno). deixei você invadir meus pensamentos e fiz de tua boca o silêncio do meu quarto vazio, ouvinte apenas da minha respiração, na busca da tua por opção, por perto, por decreto. meu corpo se jogava preso nas tranças de cobertas ao meu redor, como pele, companhia que me deixava ainda mais a vontade para te trazer nos planos (ao redor dos panos!) de cuidar com carinho destes pensamentos, criando sentimentos e te inventando por perto, como que se plantasse flores no meu deserto, trazendo em cores de desejo uma nova liberdade de prender meus pensamentos em você.

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