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Posts Tagged ‘sentido’

As chuvas preguiçosas de pouco peso caminhariam comigo no cotidiano para economizar a desnecessária gasolina do fusca, no ir e vir das minhas aventuras, das poucas loucuras. Talvez iriam aparecer mais verdades ao redor. Mais sentidos aos sentidos, mais força na respiração, mais calor dos amigos, menos peso no coração.

Os pensamentos errantes de mudança seriam os guias dos pensamentos que me fazem enfrentar as filas dos bancos para pagar as contas, vez e vez, de quem quase não quer perceber que o tempo passa e não se pode voltar pra perceber. O juros das contas esquecidas vivem, mas o arrependimento dos contos inexistentes não. É como que se o importante fosse contar depois, e não viver? Nada… nada. O que minha comunidade de neurônios intensifica nas conexões é aquele desejo de viagem, e não de destino.

Pode até ser que adiante muito chegar lá de qualquer jeito e olhar pro passado, no ombro do orgulho, e contar com doce nos lábios os anos que se passaram…. Mas o que parece realmente adiantar ser é a lembrança de que, de quase tanta falta de juízo, esquecer de quase tudo que se passou na sorte de sorrir intensamente ao lembrar dos detalhes que ainda sobrevivem na mente…

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…teria admirado um pouco mais aquele olhar decidido numa noite de sábado. Como tatuagem, eternizando a direção da luz. Minutos de silêncio interrompidos por gargalhadas de uma noite longa tentavam me ensinar por completo a tradução de cada tom. Cores de Almodovar! Tive certeza de poucas coisas, boas e simples. Boa parte do meu universo estava se deparando com um astro que, ao passar pelas fronteiras, deixavam as guaritas de defesa silênciosas por não saber ao certo o que fazer… Uma dúvida que poderia quebrar belas harmonias mas, por uma boa sorte do meu destino, a harmonia estava apenas começando.

…escolheria sem nenhuma sombra de dúvida aquele momento como o melhor do ano. Pausa. Pausa. Pausa e mais pausa. Na frente de meu rosto estava todos os bons sentidos da vida num instante rápido (e preguiçoso) que se demorou a entender. Era a invenção de um novo tom. Um novo sobretom.
Tinha milhões de motivos para deixar um sorriso verdadeiro escapar, mas não saberia nunca dizer o porquê. E quase que como um espelho, um sorriso dela também escapou, tentando desenhar novamente o futuro com outras cores.

…não seria muito diferente. Se eu soubesse antes o final, re-começaria, quase que exatamente igual.

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Teu passado está ficando mais tempo por aqui. As cores ao redor (cada uma com um bom momento) trabalham como o índice de uma história e na liberdade de me jogar em qualquer página, fico parado vendo tudo, parado no tempo, como um borrão. Faz sentido, me traz equilíbrio, vejo que de uma coleção de fatos bonitos minha lembrança carrega poucos detalhes. Faz sentido nenhum. O vermelho de teus lábios édo mesmo tom da saudade. O castanho de teus olhos é da cor de um caminho pouco percorrido desta história, de dúvidas e imaginações intermináveis. O silêncio amarelo lembra a febre do feriado, o sorriso preso na garganta.

O contraste que posso ver é a certeza que queria ter, de entender, de te prever, e saber a outra versão da história. Versão de outras cores, de outras ligações, outras trilhas. Faz sentido nenhum. Qualquer passo que mude do outro lado, qualquer lembrança, qualquer mudança, o que esquecer (sei que vai inventar brancos e lapsos para facilitar o dia a dia) tentando desbotar iscas de meus sonhos provavelmente passará por aqui em vão, imitando as poeiras que tentei limpar de teu coração. Vai ser o índice borrado do passado, sem sentido algum.

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