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Posts Tagged ‘sonho’

Minha memória é de espelho retrovisor embassado de fumaça da neblina de paz da noite que chega. Espelho|ohlepsE me faz lembrar pedaços perigosos deste caminho que estou seguindo a algum tempo, entre curvas aventureiras do meu cotidiano e retas em alta velocidade de quem valoriza mais a viagem que o destino de tuas rotas.

Minha memória é vermelha rústica de móveis coloniais dos mistérios dos ministérios das artes de quem pouco se importa. Vermelha do calor do seu sangue nos meus sonhos, dos movimentos dos teus lábios nos meus encontros, entre outros tons de você que se configura nestes destinos de minhas rotas.

Take Off Your Panties

Take Off Your Panties

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Os ponteiros dos relógios deram voltas e voltas no meu olhar, centrifugando um pouco dos meus sonhos para misturar com a realidade. Cores novas, calafrios, montanhas de planos, fotografias, cafeína, preguiça e outros pedaços do meu universo experimentaram uns instantes de astral inédito, como que se esta terça-feira fosse o único dia que eu teria para tentar finalmente me entender.

Foi quando que, no meu quarto quadrado, um silêncio maior que todo o meu passado parou diante de mim. Um silêncio que meus olhos podiam ver, meus dedos tocar, minha respiração espirrar mas meus ouvidos não conseguiriam entender. Não era tão nitido como um cartão postal mas carregava uma imagem que combinaria com qualquer mensagem postada de saudade. Não era sutil como a pele de um anjo que ainda não cumpriu sua missão mas tinha um doce que nem todo o passar dos acordos e guerras conseguiria corroer. Fez pedaços de todo o meu universo encaixarem como imã e deixou uma mensagem única diante de mim, não muito simples, não muito complicada, não muito colorida e nem em poucos tons. A inspiração dos meus próximos passos em sintonia com um pulso que eu ainda não posso esbarrar mas posso sentir que está em breve chegando para fazer destes pedaços unidos uma só forma sem limites, maior que a metade que meu cotidiano chama de presente.

Ela está chegando, em passos calmos pra não modificar muito a paisagem pois sabe que ao meu lado a paisagem não vai ser só deste universo…

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acordei preso no meu próprio sonho.
preso por vontade, por preguiça,
por perseguição de um silêncio que desapareceu do meu coração.
novas águas já se cheiravam por perto,
na espectativa de novos encantos,
novos momentos,
de controle e de confusão.
não esperava que, no meio desta nova página no calendário,
iria me conhecer por outros olhos.

[foto por: Irene Cartas]

foi confusamente simples.
um “oi, prazer!” que soou como “quanto tempo!”,
de vidas atrás, de uma eternidade, de um segundo,
de nunca mais.
fiquei distraído por mais um tempo naquele sorriso.
era como um livro, uma comédia romântica,
começo, meio e fim… sem espaços para uma
nova versão.
encontro pela sorte,
despedida pelo azar.
Tudo me dizia que estas páginas fechadas,
depois de lidas, iriam ficar por mais um tempo…
Um livro que não se vende,
não se entende,
não se publica.
Criei um passaporte para este novo sonho.
E preso por vontade,
acordo quase todos os dias neste plano.
“Bem vindo ao planeta Terra após o Sono!”

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fiz um sonho.

63 kilos de felicidade e simpatia.

lábios donos de um sorriso que faz de cada segundo uma eternidade.

fiz o que não se deve fazer.

a perfeição de um jeito perfeito de ser.

abri a porta da frente, e fui desfazer o sonho.

e inventei toda uma nova realidade.

complexa de stress de louças sujas.

com contas vencidas na bolsa.

de celular ciumento com bateria fraca.

de passos apertados sem esperar minha paciência.

realidade de um sonho, incapaz de se sonhar.

incapaz de se imaginar.

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a sorte de não conhecer alguém é o próprio conforto de poder deixar o vento levar, como brisa de terras desconhecidas. como um aborto, de olhos que ainda não viu o mundo, da chance de não ter o futuro, não temer o que foi perdido, o que nem chegou a manchar de amarelo histórias de anos e anos no papel. (tempo mano velho?!) tempo que fica pelas pegadas mal feitas do chinelo…
tenho o pensamento, tenho os sonhos, as histórias inventadas. tem horas que os passos pela vizinhança daquela história lendária que vovó dizia cai bem melhor do que o latido do cachorro (bacardi malandro!) na garagem, lembrando que o tempo passou demais e o atraso agora pode virar multa de salário. eu ouvi dizer um pouco desses pensamentos, quase nada (sem metáfora mesmo!) e se não me engano a paciência (grande Lenine!) faz parte de uma breve lista de favoritos…

brevesonho

invento o presente na preguiça do passado, e nas sombras do futuro, de uma maneira ou outra, de um beijo ou bocejo, te tive por perto… beijo de desejo e bocejo de um breve sonho…

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o espelho inventou um novo mundo, distorcido, puro, profundo, rumo de todo o pensamento. revelou uma história esquecida, presa por décadas no silêncio da preguiça, esperando o melhor momento. mostrou-se forte, mesmo num leve terremoto tímido, de quem se afoga no seco, em risco mínimo, procurando alguem por dentro. e percebeu o limite trêmulo de sua existência, perdido em sua própria permanência, de quem parou para ver o mundo passar, esperando o bonde certo para pegar.
o espelho se fez nascer, brilhar, trincar e morrer. se viu cantando, apaixonou-se pela imagem e se encontrou dentro dela. o fruto, o pecado, a sentinela. o abalo era em salto alto, o buraco era do tamanho do salto. o sinal que faltava para sua libertação estava tão perto que o cheiro do café roubou-lhe a atenção, a divisa entre realidade e sonho alimentou a sua paixão, fez bater forte teu coração… o irreal estava abandonando a ilusão, invadindo o mundo da mais real imaginação… de passos calmos, de roupas leves, de pés descalços e de cabeça fria e nova, guia de uma nova aurora.

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a pressa de viver cada segundo como se fosse único deixa uma nuvem nessa correria do dia a dia, de quem quer ver o mundo de férias, passeando em sua liberdade, cultivando a verdadeira amizade…. a pressa tira o tom das cores do lugar, deixa tudo mais vulgar… congela o momento pra todo o esquecimento….

a pressa nos apaga, desencontro, esconde o glamour da grama sob nossos pés, embassa teu sorriso, alimenta o capitalismo…. quero um segundo por segundo, todos os pedaços do mundo, o jornal domingo cedo, a pipoca de logo mais, todas as noites sem medo, fazer a guerra virar paz…. quero tua tranquilidade viva, teu corpo curtindo a calma da cachoeira…. trocar toda a vida de planos e lutas por um instante de brincadeira…. quatro dias, um café na esquina, teu violão desafinado, um ombro do meu lado…. a pressa roubou um pouco de meu passado, sequestro que nunca foi julgado…. mas no sonho que carrego (desde minha primeira palavra) de voltar um pouco no passado… carregaria a mesma pressa do meu lado, como um “eu” enganado… quase aprisionado.

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